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3 coisas sérias que seus filhos podem saber e você não sabe

Nós, adultos, temos de uma forma geral – com raríssimas exceções – a sensação de que sabemos muito mais do que as crianças. É natural pensarmos assim, afinal, são anos e anos de aprendizados, de experiência, de situações boas e ruins as quais aprendemos mesmo que na marra.

Mas o que poucos sabem ou se dão conta é de quanto nós sabíamos de coisas sensacionais e que ao longo da vida também fomos desaprendendo, sem perceber, por nos permitirmos entrar no sistema.

E não estou aqui para julgar se isso é bom ou ruim, até porque para todas as escolhas na vida existem prós e contras e sempre será assim.

Maaaaaassss… em relação a crescermos, vale lembrar que muitas de nossas “escolhas” não foram de fato escolhidas por nós e sim direcionadas pelos adultos que nos rodeavam e que, naturalmente, acreditavam que sabiam mais do que nós, não é mesmo?

Pois é.

O que eles sabem mais do que crianças em relação a amor incondicional? E sobre criatividade? Ou ainda sobre o choro? Ou sobre pureza?

Pois é. De novo.

Mas esses são aspectos relativamente fáceis de falarmos com os adultos a respeito. Mas e em relação a assuntos mais delicados, espinhosos até?

Aqui vão três deles os quais temos descoberto aqui na talkB4,  a cada dia mais em nossas pesquisas e trabalho de campo.

3 coisas que seus filhos provavelmente conhecem e você precisa ficar de olho

#1. Deep web

Que as crianças estão aprendendo a programar cada vez mais cedo me parece que todo mundo sabe. Isso tem sido muito evidenciado em nossa sociedade atual como algo incrível.

Contudo, o que os pais de uma forma geral não estão se dando conta é que quanto mais cedo se aprende a programar, maior a tendência de se descobrir coisas (e se divertir com elas) que não são exatamente o que os pais gostariam que suas crianças de bochechas fofinhas estivessem fazendo.

A deep web é uma delas. Em um evento recente que uma colega minha fez para um grupo de crianças a respeito de blockchain, a questão da deep web veio a tona.

E conforme o assunto surgiu por parte das crianças, os adultos presentes na sala buscaram evitá-lo, até para não despertar a atenção das crianças ainda-não-impactadas da sala, mas o que aconteceu foi que naturalmente algumas crianças começaram a discursar a respeito com a maior naturalidade do mundo.

Elas se sentiram em um ambiente seguro ali e sem repressões para se abrirem, diferentemente do que sentem dentro de casa para assuntos deste tipo. Em suma, precisamos falar disso pais. Mesmo. Não acham?

#2. Acesso a conteúdos adultos pornográficos

Esse é um dos assuntos que mais temos falado em nosso espaço, pois ainda nos surpreende a quantidade de pais que se iludem que seus filhos ainda são muito pequenos para se preocupar com isso. Ledo engano.

Pesquisas indicam que a cada ano, a idade em que uma criança começa a ser impactada com este tipo de conteúdo é cada vez mais baixa e esta média não para de cair.

O estudo mais recente indica que atualmente esta idade já é de 6 anos de idade. E infelizmente os adultos são sempre os últimos a saber deste impacto. E aí, algum trauma já pode ter sido instalado. Se, com sorte, os adultos detectarem que houve tal impacto em pouco tempo, menos pior.

Mas se demorarem a perceber – por diversas razões que exploramos em nossas rodas de diálogo e nossas trilhas de aprendizado no tema – a criança tende a ser cada vez mais impactada.

E os pais não tem ideia do que está acontecendo na indústria pornográfica nos últimos 5 anos e por isso também não tem ideia das bizarrices as quais seus filhos estão passíveis de serem expostos.

#3. Bullying

O assunto é antigo, eu sei. Mas por que será que até hoje apenas 1 em cada 4 crianças relata aos adultos que sofre de bullying?

E por que também nunca nos deparamos com pais que assumem que seus filhos fazem bullying com ao menos alguma outra criança se o índice de crianças que provocam seus colegas chega a 30%?

Você vê 30% dos pais ao seu redor reconhecendo que seus filhos propagam este tipo de atitude, mesmo que queiram morrer com isto? Mesmo que estejam em um trabalho forte de reversão da situação?

E como podemos evoluir como sociedade se não temos um ambiente verdadeiramente acolhedor e respeitoso para falarmos de problemas que praticamente todos sofremos em nossas casas?

Vamos começar a ouvir nossos filhos?

Pois é galera. Definitivamente as crianças sabem de muito mais coisas que imaginamos – ou queremos ver, aceitar. É melhor começarmos a ouvi-las mais e repreender menos. Temos muito o que aprender com elas – não só apenas coisas boas, como alegria, amor, pureza.

Elas também sabem e sentem coisas que vão além do que gostaríamos. E precisamos contribuir para gerar este ambiente de discussão.

Você está pronto para começar? #melhorvoce #antes #talkb4

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