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Escolas atuando na prevenção do Suicídio. Algo a se alertar.

1 hora e 25 minutos. A cada 1h25 uma pessoa comete suicídio no Brasil, enquanto outras três pessoas tentam tirar a própria vida sem sucesso.

Existiria uma causa desencadeante da tentativa de suicídio?

A prática do suicídio entre jovens de 15 a 19 anos vem aumentando muito no mundo todo nas últimas décadas, de modo que o suicídio no Brasil representa a terceira principal causa de morte nesta faixa etária.

Precisamos nos alertar para este problema, visto que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% das mortes podem ser evitadas se os sinais de alerta forem percebidos.

São inúmeras as causas que motivam jovens e adolescentes a praticarem o suicídio.

Problemas emocionais familiares e sociais, histórico familiar de transtornos psiquiátricos, negligência, abuso físico e sexual na infância, bullying entre outros.

Ninguém se mata por uma única razão. Adversidades na infância como abuso emocional, sexual ou agressão física, podem resultar em transtornos ou potencializar vulnerabilidades genéticas.

Segundo o Ministério da Saúde, o assunto se mostra cada vez mais presente na mídia, nas redes sociais, entre jovens e, portanto, dentro das escolas. A escola também deve ser um espaço de cuidado, afeto e prevenção.

Mas, ao mesmo tempo que os dados mostram a urgência de debater o assunto, conversar com os alunos sobre suicídio não é uma tarefa simples. É importante observar que o rendimento escolar está longe de ser um parâmetro de bem-estar.  

Pais acreditam que se o(a)  filho(a) tem boas notas, não há problema que esteja se isolando socialmente.

Esta interpretação pode estar bastante equivocada.

A pressão atual imposta ao jovem para garantir um futuro bem-sucedido, tem impactado o comportamento dos mesmos – que já vivenciam grandes mudanças hormonais e comportamentais durante a adolescência.

A escola deve ser o porto seguro do aluno para que se sinta acolhido e compreendido nas suas angústias, tendo condições de saber como procurar e pedir ajuda.

A prevenção pode ser trabalhada criando-se ambientes acolhedores e com escuta dentro das escolas, onde se fale sobre sentimentos na sua forma mais abrangente, auxiliando os jovens a identificar seu sofrimento psíquico.

Na maioria das vezes, são nesses momentos que os fatores de risco podem aparecer.

Ao enxergar sinais em um aluno, é papel do professor avisar a escola e a família o quanto antes. Se este aluno tiver família estruturada, a escola estará dando um grande passo.

O adolescente está na busca do pertencimento e deve ser ouvido, acolhido e respeitado para sentir que faz parte do meio em que está inserido. Atualmente,os jovens estão crescendo a mercê da internet sem a presença dos pais e da família, que se tornaram dispensáveis.

Escola e família devem estar unidas nesta batalha.

Construir uma relação de confiança entre, pais, filhos e escola pode ser uma saída para que os jovens não se tornem alvo desta triste realidade.

A escola tem papel na prevenção do suicídio pois é um lugar de educação, mas ainda assim é limitada, visto que o grande fator de prevenção do suicídio é a família – e essa vem falhando muito.

Para Jose Manuel Bertolote, professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo e do Instituto Australiano pela Pesquisa e Prevenção do Suicídio da Universidade Griffith, oferecer uma educação integral é um caminho eficaz para a prevenção do suicídio entre jovens.

O suicídio tem sido abordado sob aspectos diversos, tal a sua complexidade, exigindo, portanto, esforços conjugados de todas as parte, incluindo diversos profissionais em especialidades diferentes.

E você, como reage a esta realidade?

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