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Festival Path: reflexão sobre a educação infantil indígena

A Avenida Paulista sediou neste último final de semana a sétima edição de um dos maiores eventos de inovação e criatividade do Brasil, o Festival Path. O evento promoveu ótimos debates sobre temas como educação e transformação social. Tendo como um dos seus pilares o respeito à diversidade, o festival nos trouxe uma reflexão sobre a educação infantil indígena no país. O que nós temos a aprender com estes povos? Qual é o caminho para que possamos interagir com eles de uma forma saudável?

Integrante do time de especialistas da TalkB4, Celso Sekiguchi destaca que o respeito deve ser a base desta relação e que os educadores são fundamentais neste sentido.

“Muito do que nós realizamos em escolas inovadoras os índios já faziam” – Celso Sekiguchi

Festival Path cresce em números e aborda temas diferenciados

Esta foi a maior edição da história do Festival Path, que oferece experiências em educação, entretenimento e negócios. Foram cerca de 600 palestrantes, 30 shows e dezenas de atividades paralelas!

Um tema que permeia todo o festival e influencia diretamente a construção da sua programação é o respeito à diversidade. Dentro deste contexto, a TalkB4 reflete sobre a educação infantil indígena e o modo como a cultura destes povos é abordada nas escolas hoje em dia.

Podemos aprender com a educação infantil indígena?

Os povos indígenas foram os primeiros habitantes do Brasil e sofreram as consequências da colonização portuguesa ao longo de anos. Eles são um dos principais símbolos da nossa diversidade cultural com seus diversos hábitos, costumes e línguas. Mas além de sua importância histórica e cultural, os indígenas chamam a atenção devido à sua educação.

Para Celso Sekiguchi, um dos especialistas da TalkB4, a interação com os povos indígenas é enriquecedora e pode proporcionar insights para aprimorar a nossa educação.

“Nós temos muito a aprender com a forma com que os indígenas educam. Todas as crianças são criadas e educadas por toda a aldeia. Elas aprendem por meio da ação e da interação com os mais velhos. A prática e o ensino de valores estão muito presentes. Muito do que nós realizamos em escolas inovadoras os índios já faziam”, destacou.

No entanto, é preciso tomar cuidado na hora de construir esta ponte com os povos indígenas. O diálogo é fundamental para que esta interação não seja feita de forma invasiva e que haja um aprendizado mútuo. É necessário saber o que estes povos querem e precisam. Celso Sekiguchi enfatiza que os saberes precisam ser compartilhados e não um se sobrepor ao outro. O respeito é crucial!

“Independente de falarmos de comunidades indígenas ou comunidades tradicionais, como quilombolas e ribeirinhos, que são reconhecidos até na Constituição, nós precisamos conhecer mais e para descobrir o que temos que aprender com eles. Devemos ter uma interação que não aniquile a educação indígena com a nossa tecnologia e conhecimentos científicos achando que nós somos superiores e nem tampouco os colocando em uma redoma ou agindo com purismo pregando que temos que manter os índios como eles sempre foram. Na verdade, eles estão sempre evoluindo de várias formas.”

O último Censo divulgado pelo governo que contemplava os povos indígenas mostrou que o Brasil possui quase 900 mil índios de 305 etnias e 274 idiomas. Ao todo, 63,8% residem em terras indígenas e 36,2% em cidades. Uma reportagem do Fantástico ainda sinalizou que existem populações indígenas sem qualquer contato com o nosso modo de vida. Eles são chamados de povos isolados. Foram identificados 26 grupos em sete estados.

Respeito à diversidade e cultura indígena deve ser ensinado na escola

Como nós podemos perceber, os povos indígenas também têm muito a nos ensinar. Mas para que nós possamos estabelecer um bom diálogo com eles é preciso trabalhar a questão do respeito a sua cultura. E este aprendizado se dá na escola! Sua escola – ou a que estudou talvez – trabalha a questão apenas no mês de abril? Isso é diferente do que estamos propondo nesta reflexão.

Os gestores escolares devem atuar para conscientizar os educadores sobre a importância de trabalhar assuntos como a tolerância e o respeito à diversidade nas salas de aula. Pois, este deve ser um valor de qualquer cidadão para que possamos caminhar rumo à construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

São os educadores que direcionam os alunos que no futuro estarão a frente do país e em cargos de liderança. Além disso, este respeito às comunidades indígenas também deve se estender a outros grupos como a população LGBT, por exemplo. Vale destacar que a família também tem um papel de extrema relevância. Confira este nosso artigo sobre valores familiares!

A TalkB4 pode ajudar a sua instituição a dar a visibilidade necessária para esta questão e outros temas delicados. Saiba como trabalhar assuntos espinhosos de um modo amoroso e efetivo na escola! Conheça nossos serviços aqui! Fazemos rodas de conversa, palestras e workshops.

A TalkB4 também tem um canal no Youtube! Inscreva-se e assista ao nosso vídeo mais recente sobre homeschooling! Nossos especialistas Joana Moraes e Celso Sekiguchi conversam sobre esta modalidade de educação domiciliar e sua adoção no Brasil.

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