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O papel dos pais frente a sexualidade dos filhos no século XXI

Em nosso texto anterior, abordamos como é o desenvolvimento natural da criança e levantamos a problemática da exposição externa levando a uma sexualidade precoce e não natural. Diante desse problema, nesse texto abordamos:

Qual o papel dos pais nesse processo?

É essencial saber que a criança aprende por meio de exemplos e imagens. O diálogo é importante, mas não deve ocorrer da mesma forma que se conversa com um adulto.

Os pais devem ter em mente que é através dos seus próprios gestos e da forma como eles lidam com as energias masculinas e femininas, manifestando-as como amor e afeto, que a criança no primeiro setênio ira aprender sobre a sexualidade.

Quando as crianças perguntam de onde eu vieram a questão é muito mais metafisica do que sexual.

Preservar a inocência das crianças não é não falar, mas falar através de imagens. A contação de historias, por exemplo, é uma forma de dialogar a partir de imagens.

Um exemplo disso, pode ser uma mãe. Quando a menina está para menstruar, ela fala sobre a observação das mudanças das fases da lua.

Nessa fase em que a criança está despertando para a sexualidade, devemos trazer para a alma da criança, imagens, gestos, histórias, musicas, elementos que remetam a criança ao um mundo belo, um mundo em que criança sinta vontade de viver e de estar.

Isso nos trás à reflexão: que imagens estão sendo passadas para as crianças hoje?

É assim que nos tornamos responsáveis pela não erotização da sexualidade: sendo um adulto exemplo, o qual a criança ira admirar pela postura de amor e afeto.

O que fazer nesse momento em que a criança desperta para a perda da unidade? O que fazer pra que ela se sinta segura?

Nós, adultos, temos que ter em mente que até então a criança era conectada a unidade e agora se sente separada do mundo todo. Nesse momento a criança começa a ver coisas que não via, se torna mais crítica. O que não incomodava antes começa a incomodar.

É nessa hora que ela tem a necessidade de ver se o adulto em quem ela confia está bem orientado.

Se seus filhos te fazem perguntas complexas sobre sexualidade, de onde você responde?

Se o adulto vê a sexualidade como algo errado e não natural é automático que ele influencie a criança nas suas respostas. A alma da criança sofre para se reencontrar com a unidade com outro ser humano e com o mundo.

Se ela não tem um adulto seguro que sabe viver amor, afeto e sexualidade de forma segura e sadia, vai se sentir ainda mais insegura.

Para isso, os pais devem visitar seu próprio interior e perceber como eles estão vivendo e transpassando isso. Quando isso não é feito, as crianças são um solo fértil pra uma má influencia.

Hoje, elas estão mais entregues à mídia do que a outro ser humano. E, se até essa idade do despertar, a criança não tiver estabelecido uma relação de confiança com seu adulto próximo, estará totalmente a mercê das influências externas.

Para mudar essa situação, nós, adultos, precisamos nos preparar para os desafios atuais buscando boas referências para orientar as crianças e buscando ser exemplos maduros, corretos e amorosos da manifestação da dualidade e sexualidade.

Os filhos são espelhos dos pais. Eles mostram para os pais tudo aquilo que esses não têm bem elaborado dentro de si, revelando como um espelho quais os assuntos não resolvidos.

Assim, o caminho para lidarmos melhor com isso é visitar nossa própria história. É despertar para a consciência da nossa própria sexualidade: como ela foi despertada em você?

Apenas assim, ao estar consciente do exemplo que somos para nossos filhos é que poderemos formar adultos sábios e conscientes em relação a própria sexualidade.

Com muita confiança no amor me despeço.

Luciana Fernandes,

Especialista em Desenvolvimento Humano – Novo Aprendizado do Adulto.

#talkB4 #melhorvoce #antes

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