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Pai e mãe. Mais que um papel, uma função

Ao nascer, o bebê vive uma dependência profunda com a mãe, como sendo um só e depende dela para suas satisfações como amamentar, higienizar, aquecer.

Winicott. diz que a mãe suficientemente boa (ou quem faz este papel de maternagem) é aquela que transmite segurança, constância, que capta e respeita as singularidades do bebê.

Ela se permite ser a continuidade dele, por isso que o permite ser. É viva e presente, suporta e se adapta às necessidades do filho.

É muito comum, que ao nascer uma mãe, venha junto a auto exigência e a culpa. Mas essa mãe suficientemente boa não faz ele crescer e nem determina o sentido do crescimento, como é nossa cobrança social, mas ela possibilita o processo de maturação dele, onde evolui sua psique.

Por que é importante compreender essa fusão?

Porque, segundo a Psicóloga Laura Gutman, durante a gestação, a mãe passa por uma fase de muitas mudanças, como se entrasse num túnel extenso, revisitando toda sua história, aspectos esquecidos da sua vida e ao se deparar com o bebê, tem que lidar com essa fusão emocional, e consequentemente com sua própria sombra.

O bebê manifesta aquilo que não foi olhado pela mãe, afinal, nessa fase eles são um só. Eu vejo como um importante convite para ela evoluir aspectos importantes, assim, através do amor, poderá entregar-se e poderá maternar com consciência.

Dar conta deste bebê que necessita ser olhado e reconhecido, também é dar conta de compreender o que é da sua própria realidade emocional. Quantos desafios e quanta subjetividade nesse início.

Ser pai ou mãe é poder olhar para as vivências e relações familiares como modelos e estímulos. Tudo começa em casa.

A importância desses vínculos e dessas experiências são fundamentais para o desenvolvimento psicoemocional da criança.

Aquilo que você falar (verbal ou não-verbalmente) terá impacto direto na formação do seu filho. Por exemplo, a criança estava agitada e derrubou um enfeite, e é chamada de “estabanada”, ela podia estar apenas ansiosa naquele momento. Mas após essa fala, ela corre a preencher esse papel e passa se apresentar como tal.

Isso não é culpar ainda mais os pais, mas é provocar a autor-responsabilidade nessa função. Quanto mais você se conhece, mais empático é com seu filho, e mais espaço dá para percebê-lo.

Portanto, quando a criança sente que tem esses pais que lhe passam confiança e responsabilidade, isso a permite ter mais espaço para se desenvolver com segurança. Ela pode ser, pode ter acesso aos vários sentidos dessa realidade, de sentir que habita um mundo real, não apenas buscar prazer.

É preciso exercer essa função, antes que o mundo o preencha defasadamente.

O que você desta reflexão?

talkB4. Melhor você. Antes.

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