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10 passos para apoiar meu filho a se autoconhecer. Parte I

Olá amigos, bem-vindos de volta! No artigo passado, falamos um pouco da ilusão do amor e a sexualidade nos adolescentes. Lá focamos em quanto é importante dar e criar espaço para as conversas significativas. Mas agora… Como é que eu faço isso?!?!

Hoje vamos te mostrar a primeira parte dos 10 passos que, segundo a nossa experiência, podem ajudar você a ajudar seu filho a se autoconhecer. Vamos lá?

1. Aprender a ser vulnerável.

Temos um problema como sociedade com isso, especialmente os homens. Temos um problema em admitir quando estamos preocupados ou tristes, quando não temos a resposta às nossas próprias perguntas e isso nos faz sentir que não somos suficientes.

Entrar em uma conversa com esse olhar é muito prejudicial, pois nos leva a um lugar onde não há diálogo e apenas uma troca de ideias vazias – o tal do ego falando – e não um entendimento genuíno do sentimento da outra pessoa.

Como na nossa sociedade a vulnerabilidade é vista como algo muito ruim, é um processo devagar e longo transformar essa crença. Mas querido pai e mãe leitorx: N-Ã-O S-E D-E-S-E-S-P-E-R-E. É possível, sim, aprender essa habilidade também.

Para começar a entender um pouco mais sobre como é possível se atrever a ser vulnerável, recomendo este TED incrível: O poder da Vulnerabilidade por Brené Brown!

2. Reconhecer quais são os pontos que seu filho sente que precisa apoio.

Isso é a primeira coisa que você precisa saber! Às vezes, como pais, supomos erradamente que sabemos 100% o que nossos filhos querem e pensam, e a realidade é que não é assim.

Tarefa Sugerida: Brainstorming Coletivo. Como?

#1. Reúna seu filho(s), ambos pais ou representantes e, se puder e quiser dar ainda mais poder ao exercício, amigos do seu filho, (isso mesmo! Mais mentes jovens e também uma segurança  extra para seu filho).

#2. Peguem post-its ou papeizinhos pequenos suficientes para cada um e disponha APENAS 3 minutos para escrever todas as ideias de temas que “a turma participante” gostaria de conversar em casa.

Aí, apenas se divirta, deixe a mente viajar e saiba que não tem resposta errada nem certa, é apenas um exercício de Brainstorming e descoberta do que vocês mesmos acham importante.

É muito importante que sejam 3 minutos e não 15 porque quando temos pouco tempo, a mente foca e traz mais ideias e resultados, não tem muito tempo de pensar e sim agir por impulso. Então acontece que as primeiras respostas, feitas dessa maneira costumam ser mais reais.

#3. Pegue todas as respostas e junte-as por categorias. Você vai ver como tem muitas que se repetem. Esses são os padrões dos participantes.

#4. Nomeie cada categoria e agradeça os participantes. Agora, em apenas 3 minutos, você já sabe o que a sua turma acha interessante falar. Parabéns!

3. Comece a praticar com o seu companheiro antes de ir até seu filho.

A realidade é que nada você pode ensinar ao seu filho que não esteja fazendo com o exemplo. Para apoiar ao seu filho, é importante praticar apoio interno entre os pais antes. Aqui refiro-me a companheiro como:

  • a) o seu marido/mulher,
  • b) o pai/mãe do seu filho, embora estejam juntos ou não.

Mas como fazer isso? Use a ferramenta poderosíssima indígena: O círculo com o bastão da fala.

#1. Escolham o tema “difícil” para conversar (para a primeira vez recomendo um tema relativamente difícil, mas não aquele que vem das profundezas, sabe? Algo que possa ser trabalhado mesmo.

Ex: Como vamos falar de sexo com nosso filho? Como vamos falar de masturbação? Como vamos falar de homossexualismo? Como vamos falar de morte/suicídios/bullying/etc?) e façam algo que chamamos “O círculo, com o bastão da fala”. Funciona assim:

#2. Depois de escolhido o tema, pegue algum objeto da casa que vai ser o ‘Bastão da fala’. Quem tiver o bastão é quem tem o poder da fala e, quem não o tem, tem o poder da escuta.

#3. Depois, coloque 30 minutos em um cronômetro para a atividade e cada um vai ter 3 minutos para falar. A primeira pessoa que pega o bastão, tem 3 minutos para falar, ao terminar esses 3 minutos passa para a outra pessoa e agora passou a ter o poder de escutar.

Dessa forma, podemos praticar uma conversa “difícil” sendo mediada por ambas partes.

Genial, não é?

Eu cresci sem acesso ao meu pai, então eu sei que pode acontecer que você também não tenha acesso ao pai/mãe do seu filho, como você faz aí então?

Bom, pegue um dos seus conhecidos mais especiais e pratique com ele. Aprender a ser uma melhor pai/mãe não tem desculpas, sempre podemos procurar um jeitinho!

Tá gostando? Então te aguardo na segunda parte! Aproveite este tempo até o próximo artigo para colocar em prática estes passos 1, 2 e 3 e, por gentileza, deixe os seus comentários das experiências abaixo!

Vamos nos nutrir juntos! 😉

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Obrigada por ler tudo até aqui.

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