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resiliência humana
Educação para os filhos

A resiliência humana é passível de ser trabalhada por meio das relações afetivas?

Resiliência pode ser ensinada para pessoas de todas as idades e é imprescindível para vencer desafios

A resiliência humana é algo fundamental para a evolução da sociedade. Pois, ela está diretamente relacionada à nossa capacidade de adaptação e superação de dificuldades. Mas será que a resiliência humana pode ser estimulada por meio das relações afetivas? Poderia um apoio profissional ser eficiente neste sentido? A TalkB4 reflete sobre cada uma destas questões neste artigo.

A palavra resiliência ganhou destaque nos últimos anos. Ela se tornou presença constante nos discursos de especialistas de diversas áreas como educadores, psicólogos, ambientalistas, etc. O seu significado remete à capacidade do indivíduo ou da população de lidar com adversidades, superar obstáculos e se adaptar a mudanças. A resiliência humana se trata da busca de soluções para enfrentar os diferentes tipos de problemas que todos vão se deparar ao longo da vida.

Em um artigo publicado em seu site, o filósofo e educador Mário Sérgio Cortella relaciona a resiliência humana ao seu ofício e ao ato de persistir. Ele ainda acrescenta que este deve ser um sentimento transformador:

“Não preciso de convocação que venha de algum lugar, se eu tiver clareza de que a minha dignidade como professor ou professora se expressa na minha capacidade de persistir. Remete àquele clássico conceito da física, que entrou na área social nos últimos 20 anos, que é resiliência. Mas não uma resiliência passiva, e sim aquela que se transforma em persistência, que, por sua vez, gera ação. O que caracteriza a resiliência de um material é uma alteração do estado original, compressão e eventualmente uma dobra sem ruptura. Isto é, submetida a condições agravadas, a estrutura não se rompe e volta ao seu estado original. Eu estou olhando a resiliência como uma virtude, mas não posso ficar nela, porque isso significaria repousar e ficar onde já se está. É necessário uma resiliência ativa transformadora.”

E como trabalhar a resiliência humana no cotidiano?

A resiliência humana é essencial para que os indivíduos se conectem ao mundo em que vivem. E ao contrário do que muitos podem pensar, a resiliência pode sim ser desenvolvida e trabalhada por meio das relações afetivas. Além disso, o apoio profissional também pode ser uma ferramenta poderosa em prol da resiliência humana.

Nunca é tarde para que crianças, adultos e jovens aprendam a controlar suas emoções, a lidar com fracassos e a manter boas relações sociais, por exemplo. Um artigo divulgado pela organização Porvir cita uma passagem do livro “Uma questão de caráter”, do escritor e jornalista Paul Tough. O americano diz que as competências emocionais, como a resiliência humana, podem ser ensinadas, elas não são inatas e fixas. “Elas são habilidades que você pode aprender; são habilidades que você pode praticar; e são habilidades que você pode ensinar.”

Mas vale ressaltar que quanto mais cedo aprendermos a resiliência é melhor. Por isso, a atuação dos pais e especialistas neste sentido é essencial. Adultos e jovens resilientes sabem resolver conflitos, administrar o stress, possuem uma melhor autoestima e são mais confiantes.

Desta forma, se uma formação desde o início da vida desenvolve um ser humano em torno desta habilidade, é natural que em suas relações afetivas ao longo da vida esta pessoa tende a se adaptar melhor ao outro, sem permitir que se anule (ou anule seus sentimentos e emoções) apenas para agradar a pessoa amada. Adaptar-se e se sentir feliz é um caminho plenamente possível e imagine só se todos “nascessem” resilientes e zelassem por isso ao longo de toda a vida?

Por amor e menos dor, TalkB4. Melhor você. Antes.

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