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Tornar-se Pai e Mãe
Educação para os filhos

Tornar-se Pai e Mãe – Visão Sistêmica

Quando chegam os bebês, nascem os pais e as mães.

Podemos também poetizar que ser pai e mãe é se lançar em mar aberto. Com noções da rota e em posse de uma tecnologia de navegação que se vai descobrindo como utilizar a medida que se vai avançando. Em cada posto, trocas de experiências e toca a seguir viagem.

Tornar-se pai e mãe abre novas dimensões do viver: amplia o relacionamento de casal, expande compreensões em relação às gerações anteriores (agora sentindo na pele o que seus pais vivenciaram) e cria um fluxo novo de trocas com a nova geração.

Lugar dos pais

Com essa expansão de horizontes, a chegada dos pequenos traz necessidades de ajustes.

Além de absorver todas as novas funções, aprender a cuidar na medida, guiar respeitando a individualidade, proteger… Os pais precisam de jogo de cintura para que permaneçam em seu lugar.

Esse “lugar” seria justamente ser filho de seus pais ao mesmo tempo em que se é pai de seus filhos. Parceria de sua parceria, se houver. Falando assim, apesar do trava-línguas, parece relativamente fácil.

Ser pai, mãe. Ser parceiro(a). Ser irmã(o). Ser filha, filho. E por aí vai. O equilíbrio durante esse desbravamento das novas posições está relacionado a hierarquia das relações familiares, da mesma maneira que respeitar a hierarquia na navegação é essencial para o sucesso da jornada.

O que impede?

Embora a bússola de seus valores possa indicar aos pais um norte claro, podem surgir (e surgem!) dificuldades. Algumas que serão analisadas e resolvidas… E algumas que tomarão um rumo crônico. Talvez até aflorem dificuldades de antes.

As dificuldades podem se tornar bases instáveis para o desenvolvimento do potencial que os pais trazem dentro de si, trazer desvios de rota, colocar a família em tempestades… e isso se reflete nos filhos.

Lidar com o tema complexo da sexualidade, especialmente quando direcionado a educação dos pequenos, pode ser avassalador. Pode despertar sentimentos que impedem o diálogo, que impedem a orientação. Um medo, às vezes paralisador. E então ficamos a deriva.

E quem melhor que os pais para orientar seus filhos em um assunto tão delicado?

A visão sistêmica de pai e mãe

Somos gerados e governados pelo grande Amor que sopra nas velas da nossa existência, o Amor que faz com que as águas permitam que nosso navio siga de vento em popa. Esse Amor que chega a nós é transmitido ao longo de gerações.

É justamente esse grande Amor, que está também por trás das dificuldades, que a visão sistêmica nos ajuda a perceber. Mesmo que sejam dificuldades avassaladoras.

Podemos pensar que somos nós os timoneiros da nossa embarcação. Mas fiquem tranquilos, pois não há solitários nessa jornada.

Desde sempre, os pais e as mães têm atrás de si muitos outros pais e mães que os precederam, no mar da parentalidade que os navega.

Helga Marquesini

Médica Ginecologista e Obstetra, com Pós Graduação em Sexualidade Humana. Consteladora Sistêmica

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